O município de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), registrou no mês de maio o maior saldo de geração de empregos formais no Estado, com a criação de 1.020 vagas, resultado da contratação de 7.440 pessoas no mercado de trabalho e do desligamento de 6.420 trabalhadores. Já Belo Horizonte, teve o pior desempenho, com um saldo negativo de 1.728 postos de trabalho (34.780 admitidos e 36.508 desligados). 

Os dados analisados pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia. No mês de maio, Minas Gerais registrou saldo positivo de 18.380 empregos com carteira assinada, o que garantiu ao Estado a liderança no país na geração de postos formais de trabalho.

No ranking feito pela Sedese, o município de Patrocínio ficou em segundo lugar na geração de empregos formais, com saldo de 874 postos de trabalho, seguido por Ipatinga (835), Urucânia (671), Três Pontas (626), Santo Antônio do Amparo (602), Machado (601), Monte Carmelo (561), Carmo da Cachoeira (540) e Comendador Gomes (521).

Por outro lado, além de Belo Horizonte, os piores desempenhos ainda em maio ficaram com Paracatu (-1402), Rio Paranaíba (-969), São Gotardo (-751), Uberaba (-505), Nova Serrana (-412), Itajubá (-385), Conceição do Mato Dentro (-258), Conceição das Alagoas (-193) e Tupaciguara (-189).

Por setor de atividade econômica, os comércios varejista (361 empregos) e atacadista (296), além do comércio e administração de imóveis (173) tiveram o melhor desempenho em Contagem no mês de maio. Já em Patrocínio, a agricultura, silvicultura, criação de animais e extrativismo vegetal garantiram o maior saldo de empregos com carteira assinada, com 864 postos de trabalho.

No município de Ipatinga, a indústria metalúrgica liderou o saldo de empregos, com 830 vagas. Em Urucânia, a indústria de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico foi responsável pela criação de 656 empregos com carteira assinada. A agricultura também foi o carro-chefe em Três Pontas, com 565 empregos formais.

Na capital mineira, o setor que registrou o maior fechamento de vagas em maio foi dos Serviços de alojamento, alimentação, reparação e manutenção, com a perda de 1.637 postos de trabalho, seguido pelo de Transporte e Comunicações (-233) e Comércio e administração de imóveis, valores mobiliários, serviços técnicos (-177).

Ampliação da empregabilidade

Em Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) tem procurado ampliar a empregabilidade de trabalhadores nos 133 postos do Sistema Nacional de Emprego (Sine). Uma das iniciativas implementadas foi o programa Busca Ativa de vagas, que assegura a ampliação e captação de oportunidades de emprego e a intermediação de mão de obra.

O programa identifica setores da economia e empresas com probabilidade de oferta de vagas, por meio do movimento de trabalhadores admitidos e desligados do Caged e de dados cadastrais de pessoas jurídicas contribuintes do ICMS no Estado.
A partir do cruzamento desses dados, são produzidos boletins mensais com informações sobre o mercado de trabalho e uma lista de empresas que podem vir a contratar. Esse material é enviado aos postos do Sine/UAI. Com os relatórios em mãos, as equipes dessas unidades vão em busca das oportunidades de trabalho identificadas, potencializando assim a geração de emprego nos municípios ou regiões. Esses contatos são feitos por meio de visitas aos estabelecimentos ou por telefone.