Crédito foto: Carlos AlbertoMinas Gerais registrou no mês de março a 1ª maior geração de postos de trabalho no país. No mês passado, foram criadas no estado 5.163 vagas de emprego formal, ficando à frente de Goiás (2.712), Bahia (2.569) e Rio Grande do Sul (2.439). A pior geração de empregos ficou com o Alagoas (- 9.636). O saldo negativo no país no mesmo período foi de 43.196 empregos com carteira assinada. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia.

Em Minas Gerais, o saldo de empregos formais em março ficou positivo em relação a janeiro deste ano, quando foram criadas 1.492 vagas de emprego, mas recuou na comparação com o mês passado (26.016 postos de trabalho) e com março de 2018 (14.149).

Por setor de atividade econômica, a agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura garantiram a maior geração de postos de trabalho no Estado no mês passado, com a criação de 4.633 vagas de emprego. Em segundo lugar, veio educação (1.735), indústria de transformação (1.682); transporte, armazenagem e correio (1.096), saúde humana e serviços sociais (894) e informação e comunicação (608).

No mesmo período, no entanto, as piores retrações no emprego formal foram verificadas nos segmentos de comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (-4.927), atividades administrativas e serviços complementares (-898); água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação (-631) e alojamento e alimentação (-375).

Dentro do segmento de agricultura, que garantiu o bom desempenho na geração de empregos formais em março, a produção de sementes certificadas liderou as contratações (2.287 vagas), seguida por cultivo de plantas de lavoura temporária (1275), atividades de apoio à agricultura (1143) e montagem de instalações industriais e de estruturas metálicas (1076).

Garantia da empregabilidade

Em Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) tem procurado ampliar a empregabilidade de trabalhadores nos 133 postos do Sistema Nacional de Emprego (Sine). Uma das iniciativas implementadas foi o programa Busca Ativa de vagas, que assegura a ampliação e captação de oportunidades de emprego e a intermediação de mão de obra.

O programa identifica setores da economia e empresas com probabilidade de oferta de vagas, por meio do movimento de trabalhadores admitidos e desligados do Caged e de dados cadastrais de pessoas jurídicas contribuintes do ICMS no Estado.

A partir do cruzamento desses dados, são produzidos boletins mensais com informações sobre o mercado de trabalho e uma lista de empresas que podem vir a contratar. Esse material é enviado aos postos do Sine/UAI. Com os relatórios em mãos, as equipes dessas unidades vão em busca das oportunidades de trabalho identificadas, potencializando assim a geração de emprego nos municípios ou regiões. Esses contatos são feitos por meio de visitas aos estabelecimentos ou por telefone.