Além das tradicionais delícias da Cozinha da Terra e dos frutos da luta pela terra, o Festival trará a tenda da saúde, dezenas de apresentações musicais e poéticas. Para isso, os artistas convidados estão se auto-organizando em apresentações coletivas.

Desta vez, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra ocupa o Parque Municipal de Belo Horizonte e comemora 30 anos de atuação no estado, com o lema "Semeando e alimentando a resistência".

Foto: Arquivo SedeseA importância de debater a agroecologia no campo e na cidade e continuar fornecendo produtos de boa qualidade a preço justo é uma das razões que move o MST a mais uma vez abrir o espaço de troca de saberes na capital mineira. No ano passado, o MST realizou o Circuito Mineiro de Arte e Cultura da Reforma Agrária, o I Festival Estadual e, em 2016, Belo Horizonte recebeu o Festival Nacional.

Arte de resistência

Da parceria frutífera do Movimento com artistas populares de Minas Gerais, nasce uma programação repleta de surpresas e cumplicidade, com nomes diversificados, que vão do rap ao samba e à tradicional viola, desenhando a reforma agrária em verso e melodia.

Quilombo resiste

Foto: Arquivo SedeseUm dos destaques entre os produtos é o café Guaií. Produzido no Sul de Minas, no acampamento Quilombo Campo Grande, o café agroecológico está ameaçado de despejo, desde que um juiz substituto da vara agrária retomou uma liminar que decidiu expulsar 450 famílias da terra. O acampamento possui 20 anos de história, produz 510 toneladas de café por ano e tem a perspectiva de dobrar a produção nos próximos anos.

Com o despejo, as famílias perderão suas casas já construídas em alvenaria, as benfeitorias realizadas no local e milhares de hectares de produção de milho, mandioca, amendoim, frutíferas e hortaliças. O despejo também é uma ameaça para a cidade de Campo do Meio, que terá a economia em crise, com 20% da população sem trabalho e renda.

Armazém do Campo

Foto: Arquivo SedeseNo dia 20 de novembro comemorou-se um ano da inauguração do Armazém do Campo, a rede dos produtos da terra na capital mineira. Com bastante diversidade, o Armazém tem produtos de todas as regionais do MST de Minas Gerais, e também recebe produtos de outros estados, como o arroz orgânico, do sul, e o chocolate orgânico, que vem da Bahia.

Minas Gerais foi o segundo estado a abrir o Armazém do Campo, que começou em São Paulo e já chegou ao Rio de Janeiro. A loja também levará produtos especiais para o Festival.

Serviço:

II Festival Estadual de Arte e Cultura da Reforma Agrária
Data: 14 a 16/12
Hora: de 8h às 22h
Local: Parque Municipal Américo Renné Giannetti
*Entrada Gratuita*