Os integrantes do Conselho Estadual de Assistência Social (Ceas/MG) elegeram na última sexta-feira, (23), na Casa de Direitos Humanos, em Belo Horizonte, a mesa diretora para o biênio 2017/2019, presidida pela sociedade civil.

Assumiu a presidência o representante do Conselho Regional de Serviço Social (Cress), Rodrigo Silveira e Souza, e a nova primeira secretária é Arlete Alves de Almeida, do Movimento do Graal no Brasil. Para o cargo de vice-presidente e segundo secretário, foram eleitos a subsecretária de Assistência Social da Secretaria de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese), Simone Albuquerque, e o representante do Colegiado de Gestores Municipais de Assistência Social (Cogemas/MG), Gilberto Donizete Ribeiro.

“Esse é um momento de luta e resistência em defesa do Sistema Único de Assistência Social e também para a sociedade civil, que precisa se legitimar, a todo momento, nos espaços públicos”, afirmou Rodrigo Silveira. Para ele, a principal ferramenta do Suas é o material humano, ou seja, o trabalhador que atua na execução da política. “Um dos principais desafios será empoderar esse trabalhador, fazendo-o enxergar a sua importância na execução da política, e mais do que isso, também mostrar para os gestores a importância desse trabalhador como cogestor”, completou o novo presidente do Ceas/MG.

Diversidade

Em dezembro de 2017, os novos conselheiros, eleitos na 12ª Conferência Estadual de Assistência Social, tomaram posse dos cargos para compor o Ceas.  “A gente vê nesse Conselho Estadual a diversidade regional, territorial, de representação e isso mostra muito o esforço do Ceas de trazer legitimidade para esse espaço, que é muito importante”, afirmou a subsecretária da Sedese, Simone Albuquerque.

A diversidade ficou ainda maior com a posse do primeiro conselheiro indígena do Ceas. Conhecido em sua aldeia como Irajá Pataxó, Damião Braz, coordenador executivo da Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (Apoinme), fala sobre suas expectativas.

“A minha expectativa é de ajudar o meu povo, porque temos dificuldade no acesso às políticas públicas da assistência social, como todos sabem, as comunidades indígenas são muito carentes e tendo um representante estadual, vai facilitar para nós, porque teremos meios para auxílio”, disse.

Para Soyla Rachel dos Santos, representante do Conselho Municipal de Assistência Social de Paracatu, e conselheira pela categoria governamental, o momento é mesmo de luta. “A partir do momento que nos candidatamos para o Conselho Estadual, a gente já foi sabendo que o desafio ia ser grande, que teríamos que lutar e estar preparados para tudo, lágrima, suor e sangue”.

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