Quando assumiu o Estado, em 2015, uma das primeiras medidas do governador Fernando Pimentel foi combater a pobreza das famílias nos acampamentos e assentamentos no Estado, que viviam sem acesso às políticas de inclusão, de água, de saneamento básico e da terra, mesmo com os direitos garantidos no Estatuto da Terra.

DSC 0019“Era preciso promover em caráter emergencial a segurança alimentar e nutricional e a formação em Economia Popular Solidária nas áreas de acampamentos e pré-assentamentos da reforma agrária de Minas Gerais”, afirmou o subsecretário de Trabalho e Emprego da Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Social, Antônio Lambertucci, durante a apresentação do Programa de Segurança Alimentar (PSA), coordenado pela Sedese e executado pelo Cáritas Brasileira Regional de Minas Gerais, em parceria com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O evento ocorreu na Cidade Administrativa.

Essa ação faz parte da Estratégia de Enfrentamento a Pobreza no Campo, coordenada pela Sedese. “Até então, era difícil para o governo chegar e articular projetos para atender as famílias. Hoje, o Estado vem conseguindo atendê-las. Até então, eram consideradas  ‘ invisíveis’ para a sociedade brasileira”, lembra Lambertucci.

Projeto vai atender 4 mil famílias

Com atuação em 56 municípios, o projeto prevê o atendimento à 4 mil famílias até novembro deste ano. Já foram atendidas, até agora, 2.985 famílias, correspondendo a 74,62% da meta do programa .

De acordo com o coordenador do Cáritas, Samuel da Silva, nesse período, foram realizadas mobilizações das famílias, entrega de kits produtivos, oficinas de formação, boletins e cartilhas informativas, folder, jornais informativos e feiras. Além disso, foram feitas também oficinas de formação local, de sistemas agroecológicos de produção e de fertilidade dos solos, com o objetivo de caráter emergencial de segurança alimentar e nutricional nas áreas de acompanhamento e pré-assentamento da reforma agrária.

Projeto dá direito à vida

A superintendente de Políticas de Empreendedorismo e Economia Popular Solidária da Sedese, Léa Braga, ressaltou a importância do programa de Segurança Alimentar desenvolvido pela Sedese. “É um programa que dá direito à vida, à alimentação e ao acesso à produção de forma autogestionada e coletiva para as famílias que estão nos acampamentos. É uma forma de relacionar-se com a cidade, de adquirir direitos”.

A superintendente ressaltou a importância desse programa para Minas Gerais, já que houve o  fim da prática assistencialista com a distribuição de cestas básicas. Segundo ela, é a reafirmação da luta pela terra, com o MST sendo parceiro estratégico desse programa. “O evento possibilitou, também,  uma reflexão qualitativa do programa, refletindo  sobre seus avanços e os desafios a serem enfrentados”, disse.